Trabalhava como babá pra eles fazia cinco meses. Tinha certa
experiência e muita disponibilidade de tempo, pro caso de precisarem dela com urgência.
Somando-se a isso as ótimas referências do trabalho anterior, logo conquistou a
vaga e a confiança dos patrões. A criança estava de férias na casa de uns tios
em Minas Gerais. A mãe trabalharia normalmente até o final daquele mês. O
patrão estava em casa, aproveitando o recesso do judiciário. O celular vibrou
em cima da mesa de cabeceira. Ela reconheceu o número. “Oi. Oi. Tudo bem com
você? Tudo bem sim. Aqui, seria muito incômodo pedir sua ajuda pra hoje à
tarde? Incômodo algum, o que houve? É que finalmente terminou a instalação da nossa banheira de hidromassagem aqui e como você sabe eu não levo jeito pra essas coisas. Ah que bom que
terminaram! Pois, é. Tentei falar com nossa diarista, mas a filha dela me disse
que está em outra casa hoje. Hum, entendo. Será que poderia dar uma limpeza
nela? Claro, dou sim, o senhor não precisa se preocupar. Ih não, senhor tá no céu,
hahaha. Hahaha, desculpe, é costume... Ok, você pode vir às 13? Posso, às 13
chego aí. Ok. Ok.”
Às 13 em ponto tocava a campainha do pequeno e confortável
apartamento no segundo andar de um prédio deserto, em que praticamente não se
via ninguém. Quantas vezes descera aquelas escadas tarde da noite, com medo de
algum ladrão ou coisa pior. Mesmo que gritasse, ninguém viria em seu socorro.
Ele abriu a porta e logo abriu um sorriso ao vê-la. “Chegou a minha anja da
guarda!” Ela o olhou de relance enquanto ele caminhava sem jeito com aquelas
roupas largadas de andar em casa. Ele era um charme. Era inteligente e essa
combinação a deixava alucinada. Claro que jamais deixaria que ele percebesse
qualquer sinal do interesse dela, mas vendo-se ali sozinha com aquele homem,
numa tarde quente de verão onde as roupas eram poucas e os desejos muitos,
sentiu um impulso de medo e de vontade irrefreável.
Caminharam para a suíte e ela logo viu a banheira de
hidromassagem, linda, em porcelanato madrepérola, mas completamente coberta de
pó por causa da finalização da obra. Ela riu da cara de desânimo dele e foi
pegar os materiais necessários para a limpeza. Ele saiu e ligou a tv da copa
num canal de música, mais precisamente de blues, um ritmo que ela sabia que ele
gostava muito. A música invadiu o ambiente. Ela, nos seus shorts jeans e
camiseta branca, começou a limpeza daquele objeto que era, ao mesmo tempo, símbolo
de descanso e de prazer. Seu pensamento voava longe enquanto limpava, agachada,
de quatro, com o corpo à mostra, sem perceber que olhos famintos a observavam
por uma fresta da porta. Ela imaginou quantas e quantas transas deliciosas eles
poderiam ter naquela hidro. Se viu sentada sobre ele, cavalgando-o, sentindo o
membro duro e grosso dele no meio das pernas. Finalizado o serviço, ela ainda
divagando em seus delírios febris de luxúria, fez um movimento de limpeza das
mãos, mas também de carícia, sobre os seios, que desceu até à coxa. E foi justamente
num rápido movimento que ele apareceu de repente atrás dela, o que a fez dar um
salto e arrancou dele uma gargalhada. “Que susto!” Ele a olhou. Mas a olhou
toda. Viu cada curva, dos quadris, da bunda, dos seios. Ela não sabia, mas ele
a tinha observado limpar toda a banheira, ela de joelhos, os seios balançando a
cada passada de pano, os bicos intumescidos pelo roçar da camiseta, o quadril
mexendo sinuosamente, os braços em movimentos vigorosos de vai e vem. Ele a
desejou insanamente. Parecia o lobo diante da presa. Sem dizer uma palavra, foi
até à banheira e ligou as torneiras. Virou-se de lado, ela ainda perplexa com
aquelas atitudes sem sentido, pegou-a pela cintura e a beijou. A língua dançava
em sua boca pequena. Um beijo molhado, voluptuoso e quente. Ele sussurrou no
ouvido dela “te quis desde o dia que você pisou nessa casa pela primeira vez”.
Ela tremeu dos pés à cabeça. E ele sentiu que ela estava entregue. Começou a
tirar a camiseta, abriu o zíper do short, e sem a menor cerimônia, meteu a mão
safada e ágil dentro da calcinha. Sentiu o inchaço dela. Afundando os dedos,
encontrou o que já esperava. Estava molhada, encharcada de tesão. Pegou- a no
colo e a deitou na banheira. Ela olhou o relógio de pulso e viu que ainda eram
duas e meia da tarde. Perguntou se era seguro. Ele disse que tinham até às
cinco e meia. Ela riu safadamente. Abriu pra ele sua flor úmida e quente e
deixou-se sugar, como a flor sugada pelo beija-flor que lhe necessita o néctar. Estava
depilada, o que fez com que ele não perdoasse. Meteu a língua na buceta molhada
e quente dela, mordeu os pequenos lábios, lambeu o clitóris. Ela gemeu e abriu
mais.
Ele não esperou. Apesar da pressa, da urgência daquilo tudo, penetrou-a lentamente, mas com o vigor de um adolescente, uma, duas, três vezes. A cada estocada, os
seios fartos balançavam, a água agitava-se e o furor dos dois só aumentava. Ela
gemia e pedia mais. Ele dava mais. Socava com tanta força que podia sentir ela
tremer por dentro. Ele a colocou de costas, encostou o pênis na entrada mais
desejada e afundou com toda a vontade que tinha contida em si. Transaram uma,
duas, cinco vezes seguidas. Aqueles peitos deliciosos foram chupados como se um
bebê faminto os pegasse pela primeira vez. Ela o colocou sentado na borda da
banheira e começou um oral que o tirou de órbita. Aquela boca pequena mamava
com a agilidade de uma puta, a língua ágil passava na glande e alargava o
pequeno buraquinho por onde, em poucos minutos, ele jorraria um esperma quente
naquela boquinha. Transaram sem pensar. Ele gozou nela por trás, na frente, gozou
com ela mais de uma vez. Estavam loucos e exaustos. Às cinco e meia estavam
arrumados e se olhavam sem sequer sentir vergonha ou constrangimento. Na porta, ele a
segurou pelo braço antes de sair e perguntou se teriam de novo uma tarde como
aquela. Ela saiu sem responder. Na escada, olhou pra ele na porta e disse “eu
trabalho aqui, esqueceu?”...