terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A Hidro

Trabalhava como babá pra eles fazia cinco meses. Tinha certa experiência e muita disponibilidade de tempo, pro caso de precisarem dela com urgência. Somando-se a isso as ótimas referências do trabalho anterior, logo conquistou a vaga e a confiança dos patrões. A criança estava de férias na casa de uns tios em Minas Gerais. A mãe trabalharia normalmente até o final daquele mês. O patrão estava em casa, aproveitando o recesso do judiciário. O celular vibrou em cima da mesa de cabeceira. Ela reconheceu o número. “Oi. Oi. Tudo bem com você? Tudo bem sim. Aqui, seria muito incômodo pedir sua ajuda pra hoje à tarde? Incômodo algum, o que houve? É que finalmente terminou a instalação da nossa banheira de hidromassagem aqui e como você sabe eu não levo jeito pra essas coisas. Ah que bom que terminaram! Pois, é. Tentei falar com nossa diarista, mas a filha dela me disse que está em outra casa hoje. Hum, entendo. Será que poderia dar uma limpeza nela? Claro, dou sim, o senhor não precisa se preocupar. Ih não, senhor tá no céu, hahaha. Hahaha, desculpe, é costume... Ok, você pode vir às 13? Posso, às 13 chego aí. Ok. Ok.”

Às 13 em ponto tocava a campainha do pequeno e confortável apartamento no segundo andar de um prédio deserto, em que praticamente não se via ninguém. Quantas vezes descera aquelas escadas tarde da noite, com medo de algum ladrão ou coisa pior. Mesmo que gritasse, ninguém viria em seu socorro. Ele abriu a porta e logo abriu um sorriso ao vê-la. “Chegou a minha anja da guarda!” Ela o olhou de relance enquanto ele caminhava sem jeito com aquelas roupas largadas de andar em casa. Ele era um charme. Era inteligente e essa combinação a deixava alucinada. Claro que jamais deixaria que ele percebesse qualquer sinal do interesse dela, mas vendo-se ali sozinha com aquele homem, numa tarde quente de verão onde as roupas eram poucas e os desejos muitos, sentiu um impulso de medo e de vontade irrefreável.


Caminharam para a suíte e ela logo viu a banheira de hidromassagem, linda, em porcelanato madrepérola, mas completamente coberta de pó por causa da finalização da obra. Ela riu da cara de desânimo dele e foi pegar os materiais necessários para a limpeza. Ele saiu e ligou a tv da copa num canal de música, mais precisamente de blues, um ritmo que ela sabia que ele gostava muito. A música invadiu o ambiente. Ela, nos seus shorts jeans e camiseta branca, começou a limpeza daquele objeto que era, ao mesmo tempo, símbolo de descanso e de prazer. Seu pensamento voava longe enquanto limpava, agachada, de quatro, com o corpo à mostra, sem perceber que olhos famintos a observavam por uma fresta da porta. Ela imaginou quantas e quantas transas deliciosas eles poderiam ter naquela hidro. Se viu sentada sobre ele, cavalgando-o, sentindo o membro duro e grosso dele no meio das pernas. Finalizado o serviço, ela ainda divagando em seus delírios febris de luxúria, fez um movimento de limpeza das mãos, mas também de carícia, sobre os seios, que desceu até à coxa. E foi justamente num rápido movimento que ele apareceu de repente atrás dela, o que a fez dar um salto e arrancou dele uma gargalhada. “Que susto!” Ele a olhou. Mas a olhou toda. Viu cada curva, dos quadris, da bunda, dos seios. Ela não sabia, mas ele a tinha observado limpar toda a banheira, ela de joelhos, os seios balançando a cada passada de pano, os bicos intumescidos pelo roçar da camiseta, o quadril mexendo sinuosamente, os braços em movimentos vigorosos de vai e vem. Ele a desejou insanamente. Parecia o lobo diante da presa. Sem dizer uma palavra, foi até à banheira e ligou as torneiras. Virou-se de lado, ela ainda perplexa com aquelas atitudes sem sentido, pegou-a pela cintura e a beijou. A língua dançava em sua boca pequena. Um beijo molhado, voluptuoso e quente. Ele sussurrou no ouvido dela “te quis desde o dia que você pisou nessa casa pela primeira vez”. Ela tremeu dos pés à cabeça. E ele sentiu que ela estava entregue. Começou a tirar a camiseta, abriu o zíper do short, e sem a menor cerimônia, meteu a mão safada e ágil dentro da calcinha. Sentiu o inchaço dela. Afundando os dedos, encontrou o que já esperava. Estava molhada, encharcada de tesão. Pegou- a no colo e a deitou na banheira. Ela olhou o relógio de pulso e viu que ainda eram duas e meia da tarde. Perguntou se era seguro. Ele disse que tinham até às cinco e meia. Ela riu safadamente. Abriu pra ele sua flor úmida e quente e deixou-se sugar, como a flor sugada pelo beija-flor que lhe necessita o néctar. Estava depilada, o que fez com que ele não perdoasse. Meteu a língua na buceta molhada e quente dela, mordeu os pequenos lábios, lambeu o clitóris. Ela gemeu e abriu mais. 

Ele não esperou. Apesar da pressa, da urgência daquilo tudo, penetrou-a lentamente, mas com o vigor de um adolescente, uma, duas, três vezes. A cada estocada, os seios fartos balançavam, a água agitava-se e o furor dos dois só aumentava. Ela gemia e pedia mais. Ele dava mais. Socava com tanta força que podia sentir ela tremer por dentro. Ele a colocou de costas, encostou o pênis na entrada mais desejada e afundou com toda a vontade que tinha contida em si. Transaram uma, duas, cinco vezes seguidas. Aqueles peitos deliciosos foram chupados como se um bebê faminto os pegasse pela primeira vez. Ela o colocou sentado na borda da banheira e começou um oral que o tirou de órbita. Aquela boca pequena mamava com a agilidade de uma puta, a língua ágil passava na glande e alargava o pequeno buraquinho por onde, em poucos minutos, ele jorraria um esperma quente naquela boquinha. Transaram sem pensar. Ele gozou nela por trás, na frente, gozou com ela mais de uma vez. Estavam loucos e exaustos. Às cinco e meia estavam arrumados e se olhavam sem sequer sentir vergonha ou constrangimento. Na porta, ele a segurou pelo braço antes de sair e perguntou se teriam de novo uma tarde como aquela. Ela saiu sem responder. Na escada, olhou pra ele na porta e disse “eu trabalho aqui, esqueceu?”...